30 novembro, 2007

A mão à palmatória

Ontem critiquei os "flashes" bloguístico. Penitencio-me por hoje fazer isso mesmo.

1. O inefável Alberto João Jardim acusa o Tribunal Constitucional de estar a fazer terrorismo de estado. Nada lhe acontece. O líder da oposição acusa AJJ de fazer terrorismo de estado e a Assembleia regional levanta-lhe a imunidade para ele responder em tribunal em processo de difamação, por queixa de AJJ. Não há mesmo forma de acabar com esta nódoa insular na democracia portuguesa? Os meus bons amigos madeirenses mereciam-no.

2. António Valpaços, estudante da Faculdade de Letras da U. Porto, declara no jornal que "a entrada dos 'privados' [presumo que queira referir-se aos membros externos dos conselhos gerais] nos órgãos de gestão das universidades vai criar escolas de primeira e de segunda". Não entendo patavina desta afirmação, mas o direito à asneira é sagrado e bem divertido. A não ser que ele queira dizer que uma universidade com Artur Santos Silva ou Rui Vilar como presidente é mais de primeira do que uma presidida por Joe Berardo. Mas isto é que é mesmo a lógica do modelo dos conselhos gerais ("boards").

3. Clara Barata, jornalista do Público, ficou tristemente célebre por um caso de plágio. Ao menos, quando plagia, escreve acertadamente. Quando escreve da sua cabecinha, dá asneira. Em notícia sobre trabalhos acerca do plasmódio, o parasita causador da malária, diz que eles são estudados em culturas celulares, em "pratinhos de laboratório". Parti o coco! Imaginei pratinhos de pastelaria, com scones a acompanhar o meu chá. Placas de Petri, ignorante!

6 comentários:

Henrique disse...

Numa conversa que tive há tempos em Coimbra, sobre os elementos externos na gestão da Universidade, falava-se em nomes mais sonantes. Pinto da Costa, Valentim Loureiro (major), Luís Filipe Vieira, Cinha Jardim, etc.. :)

Anónimo disse...

Goste-se ou não do Alberto João, para quem conheceu a Madeira/Porto Santo e como viviam as suas gentes, veja-se como estão hoje. Já o mesmo não se pode dizer dos Açores.
Bom exemplo de como se gastam os dinheiros públicos está no atentado que é a construção de uma estrada para a Fajã do Calhau em S. Miguel, bem visível ns fotografias inseridas no blog “Ananás dos Açores” em http://frutorei.blogspot.com, post de 9 de Novembro.

Henrique disse...

Eu comento o comentário anónimo anterior para salientar que não me parece bom padrão falar de atentados de construção nos Açores, comparando-os com "bom desenvolvimento" na Madeira. E estou a lembrar-me do verdadeiro atentado - daqueles que as gerações futuras vão pagar com língua de palmo, e alguns tubarões da actualidade vão encher os bolsos - que são as construções turísticas por debaixo da Ponta do Garajau, no Caniço, etc.. Até dos túneis que não vão ter a parte nenhuma e que apenas serviram para receber um subsídio. Os Açores também estão num processo de desenvolvimento discutível, à volta de Ponta Delgada, mas não têm nenhum caso tão escandaloso como vários que há na Madeira.

Henrique disse...

Esqueci-me de acrescentar que sim, conheço a Madeira. Aliás, o meu pai nasceu no Caniço, hoje transformado numa espécie de Quarteira.

pol disse...

sai um pratinho de plasmódio prá mesa quatro - com piri-piri

pol disse...

Caro João,
à sua conta, fui verificar o dito plágio. Triste coisa, triste, triste.

Mas - menos mal - estava lá o Rui Araújo para pôr em prática o seu "lamento". Só lhe faltou atirar, como dizia por vezes na minha redacção, onde fui seu estagiário: "Vai longe" - e quando dizia isto, nunca era a brincar.