05 novembro, 2007

Nota solta (2)


Às vezes, apetece-me escrever coisas ligeiras, para relaxar. Vem isto a propósito da crónica de hoje de Rui Tavares, no Público. Critica a ideia de Vital Moreira de se referendar apenas coisas tão gerais e de entendimento comum como "queremos permanecer na UE?".  Rui Tavares, com razão, entende que isto seria um exercício gratuito, sem significado, com resposta assegurada e até com alta probabilidade de uma baixíssima votação, por desinteresse.

A seguir, escreve que isto seria como referendar a república ou as cores da bandeira. Aqui é que não estou de acordo. Creio que, de facto, as cores da bandeira não dizem nada a muita gente, mas continuo a achar que a bandeira portuguesa é horrorosa! Qualquer das que estão na imagem não é mais bonita, e respeitando as nossas cores tradicionais?

3 comentários:

Henrique disse...

Estas cores foram as de uma fase da dinastia de Bragança, mas não foram sempre as cores nacionais. Mas isso pouco importa. As bandeiras são como a cara que temos: pode ser feia ou bonita, mas é a que temos. Só se muda com uma revolução, e nunca com um referendo.

Pedro Aniceto disse...

O quer que andam fumando neste blog deve ter sido aceso com fósforos Quinas...

GMaciel disse...

Confesso que ainda não percebi esta demanda por uma nova bandeira e até, pasme-se, por um hino renovado.

Humildemente, na minha vasta ignorância, quer-me parecer que o importante não são as cores ou o grafismo, sequer as explicações para qualquer dos dois, mas o respeito por esses marcos de soberania e independência, algo que vai faltando desde os mais altos cargos da nação.

um abraço corisco