07 setembro, 2007

O nome da rosa

O peso das palavras é enorme! Vou dar dois exemplos opostos. Primeiro, o que me reconforta. ES quer dizer ensino superior ou educação superior? Parvoíce, dirão, eu não. Mas comecem a notar a quantidade de pessoas ilustres, reitores, articulistas, que hoje já escrevem sempre educação superior. Para quando o ministro, se é que ele percebe bem a diferença?

Virando a página, lembro-me do que aqui já referi, uma página de jornal com dois artigos, de Vital Moreira, professor universitário, e de Santana Castilho, professor do ensino superior. Não é a mesma coisa? Não exactamente. O primeiro é doutorado e professor universitário, o segundo é licenciado e professor de um instituto politécnico. Importante é que ele não devia ter vergonha de escrever "professor do ensino politécnico". Eu não teria e felizmente conheço muitos professores do politécnico que não têm.

Eu sou simplesmente JVC. Muita gente me identifica assim, estou-me nas tintas para quem não o consegue fazer. Desculpem lá, mas já não preciso de ganhar o céu, não sou evangelista nem menino de Deus. Não bato a nenhuma porta a dizer "olá, sou fulano, ex isto e aquilo, condecorado, hoje catedrático etc".

1 comentário:

Fernando disse...

Isso era muito bonito se usualmente não se tomasse a árvore pela floresta e se alguém se descreve a si próprio como licenciado e Professor no Ensino Superior Politécnico (que não é o meu caso), arrisca-se a ser confundido com uma qualquer aberracção. Porquê? Toda a gente já sabe como é que o sistema funciona e como é que se contratam hoje recém-licenciados no Ensino Superior Politécnico, e essa é a regra e não a excepção. A coberto da figura legal de equiparado, cometem-se hoje das maiores barbaridades imagináveis. Já nem falo dos recém-bacharéis que forma fazer um DESE á pressão e estão contratados como equiparados a Prof.Adjuntos, como se de vultos de largo curriculum profissional se tratassem. Mas será que alguém acredita que aquilo que se passou na UNI foi uma extraordinária excepção? Á conta da famosa autonomia universitária tem sido cometidos no Ensino Universitário verdadeiras vergonhas. Ainda á bem pouco tempo li um Relatório de auto-avaliação de uma Universidade Pública, que tinha no seu corpo docente vários licenciados contratados como Professores Auxiliares Convidados!!