15 julho, 2007

Nota gastronómica (XIV)

Escoural

Há muito tempo que estava na minha agenda mas só hoje é que pude ir ao Manuel Azinheirinha, no Escoural, entre Évora e Montemor. Uma sala muito pequena, a exigir obrigatoriamente marcação prévia. Também uma ementa curta, à defesa da qualidade, e muito bem, num restaurante familiar em que tudo é esmerado e não se podem perder na confusão de uma ementa muito variada.

A começar, um paio do melhor que já comi e uma óptima omeleta de espargos verdes, faltando-lhe só, para o meu hábito cá em casa, o acrescento de miolo de pão esfarelado. Acompanhámos com simples vinho de jarro, de Pegões, apesar de uma boa oferta de vinhos engarrafados, essencialmente alentejanos. Para mim, banal o tinto, mas muito agradável o branco.

Nos pratos, fomos trocandos bocados de uns e outros. Ressalto umas óptimas migas de bacalhau (com gambas, coisa nada alentejana mas que também não é crime gastronómico). Também uns mais que óptimos pezinhos de coentrada, sem truques de engrossar o molho, era só a gelatina das patinhas. Mas, acima de tudo, um assado de javali, com puré de maçã e pão frito, com um molho a mandar às urtigas todos os cuidados com o colesterol, o bicho a desfazer-se na boca, de tenrura do assado. Fiquei a pensar que só consegue isto quem domina também, se o Manuel lá fosse, a técnica da alcatra terceirense.

Pena que já o físico me não permitisse ir aos doces. Por isto, muito amavelmente, o Azinheirinha trouxe uma pequena amostra de degustação. Entre outras coisas, que bela encharcada!

Preço médio: 25 euros por pessoa.

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