21 agosto, 2007

Terrorismo ecologista (III)

1. Vou tentar explicar da forma mais simples. Transgénico, ou organismo geneticamente modificado (OGM) é uma planta (ainda não se põe, na prática, a questão dos animais - a não ser o seu uso em investigação -, mas vai-se pôr) em cujo genoma se insere um gene estranho, que vai fazer com que a planta produza uma nova proteína. Pode ser um pesticida, um insecticida, um factor de resistência à secura do solo, etc. Até pode ser, como já exemplifiquei, uma vacina. Uma consequência óbvia é que isto dispensa o uso de pesticidas e de insecticidas químicos, muitas vezes de alta toxicidade.

2. Uma das coisas que mais costuma surpreender os meus alunos de biologia molecular é que parece haver uma aberração na dimensão total dos códigos genéticos. O maior é o humano, mas só se esquecermos o caso especial do trigo e do milho, mais ricos geneticamente do que o homem. Só porque, desde há milhares de anos, o homem cultiva cereais com o dobro do número inicial de cromossomas. A biotecnologia não é coisa moderna! Com isto, ninguém hoje é capaz de dizer o que era o milho primitivo.

3. Há riscos? Claro que sim, mas controlados. Não posso esgotar a lista, mas vou dar alguns exemplos. Obviamente que, ao comermos cereais transgénicos ou carne de animais alimentados com eles, não estamos a incorporar no nosso genoma o gene estranho. Não estranhem eu começar por isto, é porque já li este disparate. O que estamos a ingerir é a proteína estranha. Isto poderia ser significativo no caso do cereal, mas este serve maioritariamente é para rações. No caso da carne, a dose é negligível. Toxicidade não há, em testes muito mais exigentes do que os utilizados para numerosos produtos da nossa vida corrente (as meninas verdeufémias não usam cosméticos?). Fica, não negligivelmente, a possibilidade de alergias, mas estas são por natureza individuais e não testáveis com facilidade. Claro que há outros problemas; não me acusem de ignorância, é que tenho de me cingir ao espaço de um “post”. De qualquer forma, nem tem importância, porque a maioria destes activistas é iletrada e cientificamente ignorante (excepto na sua certeza de que os cientistas, por natureza, são uns malfeitores e génios horrorosamente frankensteinianos).

4. Diverte-me ver os seus cartazes de milho tóxico e milho doente. Lembra-me a velha criada preta do “Bem vindo, Mr. Chance” que dizia que ele só tinha papas de milho na cabeça. Há por aí gente que, infelizmente, parece ter é papas de milho doente ou de milho tóxico. Os seus patronos políticos e ideológicos, que não têm papas nenhumas na cabeça, não percebem isto, ou são desonestos política e intelectualmente?

5. Caso especial é o do potencial risco para a biodiversidade. Estas culturas não vão dominar as outras? Estes activistas tão bem informados desconhecem que, cada vez mais, os cereais transgénicos serão estéreis, não haverá pólen fértil a esvoaçar pelos campos. A cada sementeira, obrigatoriamente novas sementes. Mesmo assim, por precaução, é obrigatório actualmente manter uma distância de segurança entre culturas normais e culturas transgénicas.

6. Dizem que ainda não está provado que não haja riscos. Cientificamente, isto é uma estupidez. Não pode haver demonstração absoluta, apenas a aceitação de uma certa probabilidade significativa. Hoje, nos EUA, 90% da soja cultivada, um principal ingrediente das rações, é transgénica. Onde é que há alguma suspeita de risco? Insisto: a discussão sobre os transgénicos é irracional, ideológica e política, e principalmente dominante na Europa porque os alemães ainda não souberam digerir os seus pecados históricos.

7. E há risco zero, em alguma coisa da nossa vida? Só metendo-me num buraco para não ser atropelado, não naufragar num cruzeiro, não me ir num acidente de avião, deixar-me morrer com um AVC por não tomar anti-hipertensivos, que têm efeitos secundários não negligíveis. Mesmo assim, o buraco teria de ser à prova de raio e de terramoto. E, já agora, à prova do risco mais absoluto que há, o de morrer, seja quando e como.

8. Finalmente, uma pequena nota suscitada por um artigo de Vasco Graça Moura (Público, 21.8.2007) em que ele afirma que a invocação de Eufémia indica logo quem está por detrás disto. Se está a pensar no PCP, creio que se engana. Sobre isto, veja-se a argumentação sólida de Tiago Barbosa Ribeiro, no Contratempos. Também não digo que seja o BE mas, se não é, muito puxão de orelhas vai levar Miguel Portas.

À margem. Um amigo criticou o título destas notas, por exagerado. Prefere ecovandalismo. O que é preciso para que seja terrorismo, que haja mortos? Creio que a diferença é outra. Vandalismo é selvajaria gratuita, sem motivação que não seja pura e simples patologia psíquica e social. Terrorismo é o mesmo acto praticado como meio consciente de afirmação ideológica ou política. Neste sentido, mesmo que o acto tenha sido “soft”, para mim é terrorismo.

24 comentários:

Miguel Madeira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Miguel Madeira disse...

"os cereais transgénicos são estéreis, não há pólen fértil a esvoaçar pelos campos"

Tem certeza disso? Pelo que tenho lido (por exemplo, no artigo da wikipedia inglesa sobre transgénicos) existe efectivamente uma patente para a produção de sementes estéries, mas não é aplicada.

JVC disse...

Esclareço que não removi nenhum comentário. Deve ter sido falha do Blogger.

JVC disse...

Quanto à pergunta de Miguel Madeira, vou estudar o assunto. De cor, não me atrevo a garantir. Posso ter errado.

Miguel Madeira disse...

Quem removeu o comentário fui eu. Eu não tinha posto um ponto de interregoação e isso mudava todo o sentido do que tinha escrito.

pepe disse...

A ignorância favorece todo o tipo de rejeição à novidade, daí ser pertinente a informação e debate sobre este tema.

Depois de ler o seu post queria colocar-lhe uma dúvida: a introdução da "tal" proteína na cadeia alimentar, no espaço de tempo de uma, duas dezenas de anos, à escala mundial, não justificará os pavores "frankensteinianos"?

E isso a multiplicar por todas as alterações dos diferente alimentos geneticamente alterados?

Ou seja: em muito pouco tempo, à escala mundial, um número elevado de "novas" proteínas é introduzida na nossa dieta alimentar, na dieta das espécies que consumimos. Podemos confiar que o risco é aceitável?

De certo modo, esta polémica faz-me recordar artigos escritos nos anos 60 a falar da energia atómica como uma solução barata e limpa. Só depois vieram as questões de segurança, dos detritos. Mesmo descontando os exageros dos seus detractores, a verdade é que as políticas de desinformação dos responsáveis pelas centrais nucleares, sempre que há algum problema (vd. o Japão recentemente), reforça a desconfiança de não nos ser contado tudo o que devemos saber.

Desculpe lá a extensão do comentário,

Henrique disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Henrique disse...

Para haver terrorismo tem de haver terror. Constrangimento da atitude dos outros pelo medo.

Quando foram destruídas as torres gémeas não foi porque não concordavam com aquelas torres ali. Foi mesmo para atingir as pessoas.

A mim também me parece desajustada a expressão, mas porque me reporto a um uso antigo da mesma. Hoje ela já se banalizou e passou a ser usada com sentidos semelhantes ao que usa no artigo.

Henrique disse...

Fui eu que eliminei o último comentário porque tinha duas gralhas graves na escrita

JVC disse...

Pepe,

"Depois de ler o seu post queria colocar-lhe uma dúvida: a introdução da "tal" proteína na cadeia alimentar, no espaço de tempo de uma, duas dezenas de anos, à escala mundial, não justificará os pavores "frankensteinianos"?"

Em princípio, o risco é mínimo. Nós não assimilamos proteinas, elas são degradadas pelos enzimas digestivos e o que passa para a nossa cadeia nutricional são pequenos fragmentos ou até as unidades constituintes das proteínas (os aminoácidos). No entanto, isto não é 100% verdadeiro, podemos fazer entrar na circulação pequenas proteínas presentes no tubo digestivo. Um exemplo infeliz é o da PrP, a causadora da "doença das vacas loucas".

"Ou seja: em muito pouco tempo, à escala mundial, um número elevado de "novas" proteínas é introduzida na nossa dieta alimentar, na dieta das espécies que consumimos. Podemos confiar que o risco é aceitável?"

Muito bem, a pergunta essencial, não sei se vinda de um cientista. Não sei se leu comentários em outros blogues, acusando-me de maniqueismo. No entanto, creio ter sido o único a colocar a questão essencial, a da gestão dos riscos. Não há risco zero. Qualquer médico sabe que até a vulgar aspirina tem riscos. Eu, por exemplo, não a posso tomar, por já ter tido uma úlcera duodenal. Em casos raros, até pode causar uma doença infantil muito grave, o sindroma de Reye.

E também não há risco constante no tempo. O transporte aéreo é hoje o mais seguro. Mas quantas pessoas morreram em acidentes de aviação para a tecnologia ter evoluído ao ponto de hoje?

Quantas pessoas morreram de diabetes por serem alérgicas à insulina de porco e que hoje viveriam com a insulina humana produzida por uma bactéria geneticamente modificada?

Quantos milhões de pessoas estão hoje a beneficiar de vacinas geneticamente recombinantes, como a da hepatite B, que as meninas eufémias certamente tomaram?

Também um aspecto pouco discutido, para o qual me vou servir do exemplo dos medicamentos. A indústria farmacêutica é um poder imperialista sem comparação (aliás a Monsanto está bem metida no campo). E, no entanto, quantas vezes lemos notícias de retirada do mercado de medicamentos extremamente lucrativos, por vezes com fundamento apenas em suspeitas. É que o capitalismo não é estúpido, como parecem pensar muitos que, paradoxalmente, ao se oporem, exageram o seu poder. Se uma FDA americana se der ao luxo de permitir hoje um novo caso Talidomida, Wall Street vem abaixo no dia seguinte.

JVC disse...

Henrique, em rigor, dou-lhe razão. Mas V. é quem logo diz que o termo terrorista já está vulgarizado com o sentido que lhe dei.

Rui Fernandes disse...

Obrigado pelos posts e o tempo "perdido". Perdestes tu, ganhámos nós.

José Rui disse...

Porque é a favor dos transgénicos? Ou seja, que vantagens lhes reconhece e quem acha que os necessita?

A questão dos pesticidas consta que não é bem assim. As pragas rapidamente ganham resistência aos transgénicos e o que se assiste nos EUA, são transgénicos + pesticidas.

Pézinhos n' Areia disse...

Caro JVC,

Pelo facto, deste tema me ter passado a interessar, tenho procurado saber mais e ouvir mais.
Gostaria de confrontrá-lo com esta opinião. Uma opinião elaborada a partir do texto de JVC, que apresentei, noutro ponto da Blogosfera.
Devo dizer-lhe que ao seu texto, associei tb a opinião da Amiga Cristina, do Blog Contracapa.
Agradeço a sua atenção.
abraço

Aqui fica a opinião:

"O seu texto apresentado contem os argumentos dos produtores de sementes de cereais manipulados geneticamente que obviamente satisfazem as necessidades dos seu clientes,os agricultores, como é em qualquer negócio, que se prese.
Os agricultores, por sua vez, querem rentabilizar financeiramente suas explorações:

1-Produzir mais toneladas
2-REduzir os tempos da colheita
3-Reduzir os custos com tratamentos quimicos e fertilizantes
4-Reduzir os desperdicios resultantes da contaminação por pragas em consequencia das monoculturas ( para uma qualquer monocultura são +-30%).
Antes de o milho chegar ao consumidor final, sendo este o exemplo , veêm a industria alimentar( humanos e animal ) e a industria da distribuição.
Por sua vez estas industrias também querem rentibilizar financeiramente as suas actividades.

A Alimentar quer:

1- Aumentar a produção
2- Quer que os custos de armazenagem dos ingredientes e dos produtos sejam os minimos. Ou seja aguentem qualquer temperatura ambiental sem necessidade de refrigeração e que não desencadeem qualquer processo de detriorização, como acontece com qulquer cadaver.
3-Que não haja oxidação, nem outras deteriorizações dos ingredientes e produtos ao longo de largos tempos( aumentar prazos de validade )
4- Com estas caracteristicas de durabilidade e "preservação " alcançar mercados cada vez mais longinquo-os .

A Industria de distribuição quer quase a mesma coisa e sobretudo prazos validade enormes.

E nós, o carlos, a maria,o ze a Pezinhos ... o que queremos?
Tudo o que seja bom! Verdade !

Sai uma dourada grelhada , alimentada a farinha de milho manipulado geneticamente com genes de "louva a deus"? Fresquinha !
PAra mim não !

Os cientistas dizem que não faz mal nenhum , não é! Serão os mesmo cientistas que certificaram "cientificamente" que os animais doentes nas explorações pecuarias poderiam ser abatidos para a produção de farinhas. Farinhas que depois engordavam vacas,porcos pintos perus borregos , peixes etc .
Para os empresarios das explorações era um espectaculo , porque um animal podia adoecer que não era drama nenhum.Ainda dava uns trocos .
E para os fabricantes das farinhas era outro espectaculo ! AS proteinas e hormonas ( testosterona com fartura) que tinha que adicionar vinham quase de borla através dos seus proprios clientes!!!!
O negocio tinha tudo para dar certo ! Só que ... Aparece aquilo que se conhece como a doença das " vacas loucas". O resto sabem vocÊs !


Para aqueles que não acreditam neste tipo de cientistas, tenha cuidado com os cereais.Sobretudo os portugueses comem muito pão de trigo transgenico.

AS ALERGIAS SÂO ENORMES :

O nosso organismo não reconhece proteinas manipuladas artificialmente por isso provoca reacções alergicas ( inflamações ) e coloca o sistema imunologio em defice e depois susceptivel a não ter resistencias para um virose banal! É como fazermos amor com uma boneca de silicone, ainda que seja boa como o milho !

AS ALERGIAS SÃO A DOENÇA QUE PAGAMOS PARA TER POR CAUSA DESSES "CIENTISTAS".

JVC disse...

José Rui e Pèzinhos, peço-vos desculpa, mas não vou poder responder-vos já. Mas não ficam esquecidos.

Pézinhos n' Areia disse...

No problem. Quando puder.
Terei muito gosto em saber a sua opinião sobre este comentário.

JPN disse...

Sou um leigo na matéria.
No entanto penso que a investigação científica se debruça sobre 3 campos principais:
- o estudo do passado, que nos permite analisar a nossa evolução - arqueologia, astronomia, etc.
- o estudo do presente para dar respostas a problemas actuais - farmacologia, medicina, etc.
- o estudo do futuro que nos permite antecipar soluções - biotecnologia, energia, etc.
Os transgénicos inserem-se neste último campo. Num mundo sobrepovoado, os problemas alimentares terão que ser antecipados com soluções que garantam maior eficácia e abundância alimentar.
Banir os transgénicos por suspeitas não totalmente fundamentadas é uma medida redutora. A discussão aprofundada é sem dúvida necessária para minimizar riscos. Não concordando com a acção dos "verdeufémios" reconheço que "puxou" de novo o tema para a discussão pública. À juventude exige-se irreverência e contestação. Aos investigadores exige-se risco ponderado. Se não, ficamos pela máxima do nosso "filósofo futebolista": Prognósticos só no fim do jogo ...
Cordiais cumprimentos
JPN

pepe disse...

jvc, grato pelos esclarecimentos.
A 1ª explicação parece-me muito oportuna para a avaliação de riscos que a 2ª explicação supõe.
um abraço

Joao Soares disse...

1.Choca-me o termo terrorismo, caro JVC, habituado a textos sempre elevados da sua parte. Trata-se de uma UMA única manifestação mais violenta (que neste aspecto também condeno) pois ao lado em França a contestação aos OGM é muito mais elevada e nem por isso alguém apelidou (creio eu) de acções de ecoterrorismo:
http://bioterra.blogspot.com/2007/01/jean-baptiste-libouban-jose-bove.html
E nestas manifestações em França não são "miúdos"...
Falta ainda preservar a liberdade de escolha por quem quer na sua mesa produtos de agricultura biológica, não acha???
http://bioterra.blogspot.com/2007/08/verde-eufmia-zonas-livres-de.html
JVC que até apresenta receitas tradicionais..Desejaria saboreá-las com OGM???
Consulte o meu Dossier Perigos do OGM.
Transgénicos estéreis???.....
Finalmente como apelida o acontecimento nas Filipinas?
Mon810
Last year, scores of villagers in the south of the Philippines living near fields planted with Dekalb 818 YG - which turns out to be a hybrid between Mon810 and a locally adapted variety (Dekalb 818) - became ill when the maize started to flower. Dr. Terje Traavik, director of the Norwegian Institute of Gene Ecology, found antibodies reacting against the Bt toxin Cry1Ab, which is produced by Mon810, in the sera of 39 farmers who were affected. He reported this finding, along with other results of research in progress during a workshop preceding the Meeting of the Parties of the Cartagena Biosafety Protocol in Kuala Lumpur, Malaysia on 22 February 2004. He considered those results too important for public health to wait until the scientific reports appear in print after a lengthy "peer-review" process, and wanted to issue a timely warning to the delegates attending the official biosafety meeting
(http://www.i-sis.org.uk/COAR.php)
Um abraço e bom fim de semana

nunobark disse...

Os transgénicos não são estéreis por isso é ke há o perigo de contaminação de culturas não OGM.

Informe-se!!!

JVC disse...

Respondo à crítica sobre o uso do termo terrorismo. Reconheço parcialmente razão, por um motivo muito político, o de não se dever banalizar o significado de terrorismo, que deve manter a conotação terrível que merece. No entanto, lembro que o próprio António Eloy usou o termo ecofascismo, que também não é nada brando.

Quanto à esterilidade, admito o meu erro. Por isto não preciso de me alongar muito em dados científicos e técnicos, que abundam, sobre essa possibilidade. Já há patentes de milho transgénico reversível ou irreversivelmente estéril (masculino), mas, informei-me agora, não é o caso das variedades plantadas em Portugal e de uso mais corrente no resto do mundo.

Rita disse...

Caro JVC

Referindo-me a:

"Obviamente que, ao comermos cereais transgénicos ou carne de animais alimentados com eles, não estamos a incorporar no nosso genoma o gene estranho. "

Até agora não se detectou isso. Mas já se detectou que bactérias do tracto intestinal podem, como é comum as bactérias fazerem, incorporar o transgene. As bactérias incorporam facilmente pedaços de DNA que andem à solta no ambiente. Sinceramente não me lembro da referência deste estudo nem em que animais foi feito, mas tenho quase a certeza de que eram mamíferos. Se procurar no B-on não deve ser difícil de encontrar, e se o encontrar agradeço que o divulgue aqui para benefício de todos os seus leitores. Quanto a mim, não me apetece muito ter bactérias produtoras de insecticida na barriga. Quanto à sua barriga, vc é que sabe.
Cumprimentos

RV.

Cristina D'Eça Leal disse...

"(...) a maioria destes activistas é iletrada e cientificamente ignorante (excepto na sua certeza de que os cientistas, por natureza, são uns malfeitores e génios horrorosamente frankensteinianos)".

Este seu argumento ou é intelectualmente desonesto ou revela absoluta ignorância sobre a comunidade que alinha pela oposição aos transgénicos.

Não temos dum lado os cientistas incompreendidos cheios de razão e certezas e do outro uns grunhos ignorantes e mal intencionados: é a própria comunidade científica que se encontra dividida.

Seria bom que esse facto não fosse escamoteado porque a Terra pertence a todos nós e não pode continuar a ser palco de experiências irresponsáveis, em nome duma verdade apenas intuída.

Zoelae disse...

Acho que o professor peca por falar con certeza em demasia...além de espezinhar todo o ser ambientalista.
Eu acho é que devia estudar mais os questões ambientais, para ver se se torna mais sensivel a estas para poder dar o seu contributo com a sua sabedoria. Da maneira como fala da a sensação que os ignorantes têm uma tendência especial para se tornarem ambientalistas.