24 dezembro, 2008
Pensamento de Natal
02 setembro, 2008
Reencontro
25 agosto, 2008
Silly season (II)
22 julho, 2008
Não dá para crer!
Só conheço superficialmente o ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, mas tinha-o por homem inteligente e avisado. Qual não é o meu espanto ao ler hoje, na crónica habitual de Nuno Pacheco no Público, esta pérola (itálico meu a chamar a atenção para as afirmações (?) do ministro).
"Não era o caso do apressado D. João VI, como se viu, nem o caso do ministro que agora temos. Para este, o relevante é que agora haja um acordo ortográfico tão simples que se aprende em 10 minutos mas que precisa de acções de formação para professores que ameaçam durar anos. Mas não foi só isso que ele nos ensinou. Também disse, citando um livro que leu e muito o impressionou, que uma das causas do falhanço em muitos casamentos é a falta de vocabulário. Os maridos excitam-se, balbuciam umas letras, ficam roxos e como lhes falta vocabulário, batem nas mulheres. Magistral revelação! De hoje em diante, os conselheiros matrimoniais, em lugar de conselhos, devem oferecer dicionários aos desavindos. Se tiverem, claro, o cuidado de não lhes sugerir o Dicionário da Academia pois, de tão pesado, pode ser usado como arma mortal."
17 julho, 2008
Beba com moderação...
Ainda meio ensonado saio do metro e arrasto-me até a um café e snack-bar onde costumo beber o meu segundo café da manhã. Quando me dirijo à caixa para pagar reparo num aviso, ao lado da máquina registadora, que até então me tinha passado despercebido:
SÓ SERVIMOS BEBIDAS ALCOÓLICAS DEPOIS DAS 9.30.
É reconfortante saber que alguns empresários, num país com uma taxa tão elevada de consumo de álcool, levam a responsabilidade social a sério...
01 julho, 2008
Milagre!
15 junho, 2008
Vaidades
Pedro Santana Lopes manifestou o seu desgosto por nunca ter sido condecorado, agora que o foi o seu rival Marques Mendes. Ó homem, se promete não nos chatear mais, nunca mais aparecer em público nem sequer na Caras e retirar-se da vida política, é com muito gosto que lhe ofereço a minha condecoração, nunca usada.
28 maio, 2008
Acordo ortográfico
O que mais estranho por bizarro é o argumento do respeito pela etimologia. Se assim fosse, nunca estaríamos a escrever como hoje, depois da reforma de 1911. Nem os italianos teriam cometido o “crime” do abandono do h, por exemplo, em “uomo”. A ortografia é simples convenção e como tal deve ser prática. Claro que pode haver os países tradicionalistas que mantêm ortografias seculares, complicadíssimas, como os de língua inglesa. Mas repare-se que não são estúpidas as suas criancinhas, não precisam de acentos para saber acentuar as palavras. No campo oposto, uma língua como o russo para a qual só muito tarde foi criado o alfabeto cirílico. Quem aprende as regras básicas sabe interpretar qualquer texto, porque a relação letra-som é quase inequívoca. Por isto, tem bastante mais letras do que o nosso alfabeto, para identificar ditongos ou sons como o nosso "nh".
Hoje, ainda por cima, as peculiaridades ortográficas têm significado tecnológico, e tempo é dinheiro, até a teclar no computador. Não seria bem mais barato apenas um tipo de teclado? Em português, passaria a fazer corresponder cada som apenas a uma letra. Abro excepção para ão, õe, nh, lh, rr entre vogais e para o n anasalante. Também, por algum sinal de respeito para com a tradição, para o s final do plural, senão ficava todo o texto cheio de j.
Aqui vai um exemplo de uma reforma ortográfica radical.
“Xamo-me João, sou asoriano, coisa importante para estas istorias, tenho sesenta anos saudozos das orijens e presizo de ejcrever. Acordo tarde e mal dormido, com o gato Peugas a cosar-se-me nas pernas. Comeso por pensar e no cafe e na sigarrilha ce me faltam dejde a vejpera, leio o jornal, cuantas vezes para meu dejgojto e vejo o correio eletronico. Faso planos para o dia, coizas bem ordenadas, do arrumar o ejcritorio ao tratar de um dejleixado asunto bancario, do corte de cabelo ao preparar uma aula. Vão falhar as boas intensões, ja sei, porce persebo ce presizo de ejcrever. “
30 abril, 2008
La vida debería ser al revés
Luego te despiertas en una residencia mejorando día a día.
Después te echan de la residencia porque estás bien y lo primero
que haces es cobrar tu pensión.
Luego en tu primer día de trabajo te dan un reloj de oro.
Trabajas 40 años hasta que seas bastante joven como para disfrutar
del retiro de la vida laboral.
Entonces vas de fiesta en fiesta, bebes, practicas el sexo y te
preparas para empezar a estudiar.
Luego empiezas el cole, jugando con tus amigos, sin ningún tipo de
obligación, hasta que seas bebé.
Y los últimos 9 meses te pasas flotando tranquilo. Con calefacción
central, room service etc...
Y al final abandonas este mundo en un orgasmo!
Por: Anónimo
28 abril, 2008
Não dá para acreditar
02 janeiro, 2008
Estradas de Portugal, EP
Apurou-se que o TC tinha entrado na linha férrea na passagem de nível que então existia em Belém. De Belém a Caxias, imaginam? O que não me esquece é de o TC dizer "eu bem achei que estas estradas estão todas uma grande merda...".
20 dezembro, 2007
Boas Festas
O meu impagável amigo Pedro Aniceto publicou agora o resultado do seu concurso "o pior postal de 2007". Isto porque não foi a tempo o postal em epígrafe. Tem que se lhe diga. A ideia é surrealista, divertiu-me muito, mas um script errado enviou-o para gente respeitável e circunspecta, que me manifestou desagrado por eu ter enviado tal porcaria. Espero que os leitores destas notas tenham sentido de humor. Voas vestas, hips...
14 dezembro, 2007
Centenário
Beatriz Costa nasceu em 14 de Dezembro de 1907. Aqui fica a minha homenagem, recordando uma das mais célebres cenas de um cinema português que, não sendo de génio intelectual, fez as delícias de muita gente, até, em segunda geração, de gente da minha idade.
13 dezembro, 2007
Male pride!
Errata, 15:27 - Chamaram-me a atenção: "Quem disse que parecia “uma lésbica velha” foi o novo James Bond – Daniel Craig". É verdade, culpa minha de ter escrito de cor, sem o jornal ao pé. É que vinha tudo na mesma notícia e misturei. Peço desculpa.
25 novembro, 2007
Toponímia
13 novembro, 2007
Leituras
Mas não se pense mal de dicionários, que podem contribuir grandemente para o prazer cultural. Uma antiga empregada minha passava largas horas de serão a ler em voz alta com o marido, página após página, um dicionário de português.
E leitores há de todos os géneros. MSP, casado com uma prima da minha mãe, era leitor ávido do Diário de Notícias, que comprava diariamente. Não conseguia era deixar de o ler de fio a pavio, anúncios e tudo. Resultado é que em cada noite ainda estava a ler o jornal de meses antes. O do dia aguardava a sua vez, para dali a uns meses. Isto fazia parte do seu espírito ordenado. Quando se casou, pediu a toda a família que nunca os visitassem à quarta feira à noite. Curioso é que manteve sempre este pedido, até quase aos oitenta anos. No entanto, para evitar extrapolações indevidas sobre cargas de loucura familiar, ele era só meu primo afim.
12 novembro, 2007
Humor negro
Ora aqui está um tema para conversa interessante entre Correia de Campos e Vieira da Silva (com Teixeira dos Santos a espreitar).
02 novembro, 2007
29 outubro, 2007
Low cost
Pergunta essencial: também dá direito a papel higiénico? E porque não ir mais longe nesta onda de low cost? Já temos o Lidl e os restaurantes de fast food. Mas há muito mais possibilidades. Barbeiros low cost, de corte à tigela. Transportes urbanos low cost, em caixa de camião. Café low cost, feito com a borra do anterior. Escola low cost, em que a criança leva a sua cadeirinha. Cão low cost, perneta e zarolho. Humor low cost, do Herman José. Cervejaria low cost, com direito a mosca na cerveja. Amigo low cost para discutir futebol.
22 outubro, 2007
Rir ou chorar?
"O chefe da Igreja Católica almoçou com os dignitários participantes antes de se recolher, em oração, junto das relíquias de São Janeiro, patrono da cidade [JVC, itálico meu]."Pobre São Januário, que mal fizeste para merecer isto?
